Abdominoplastia

Também denominada de dermolipectomia abdominal ou plástica do abdome. É indicada nos casos em que, além da gordura localizada acumulada, a pele se encontra flácida. Na maioria dos casos são mulheres que já tiveram filhos ou aquelas que devido a regimes severos sofrem com a flacidez nesta região. Está indicada também em pacientes que se submeteram à cirurgia de redução de estômago. Não é uma cirurgia para emagrecer, mas sim, para o remodelamento do abdomen e retirada do excesso de pele.

Paradoxalmente, os abdomens que apresentam melhores resultados estéticos são justamente aqueles em que se fazem as menores retiradas. Assim é que a maioria das mulheres apresentam certa “flacidez” do abdome após 1 ou vários partos, com predominância de pele sobre a quantidade de gordura localizada na região. Estes casos nos permitem excelentes resultados. Em outros casos, nos quais o paciente está com o peso acima do normal, o resultado também será compensatório e proporcional ao restante do corpo; entretanto, vale a pena lembrar que “excesso de gordura” em outras regiões vizinhas do abdome ainda existirão.

A cicatriz resultante de uma dermolipectomia localiza-se horizontalmente logo acima da implantação dos pêlos pubianos, prolongando-se lateralmente em maior ou menor extensão, dependendo do volume do abdome a ser corrigido. Normalmente é utilizada anestesia peridural associada à sedação para este procedimento, com um período de internação de 1 a 2 dias.

No período pós-operatório, deve-se evitar esforços por trinta dias, além de andar curvada, com ligeira flexão do tronco e manter passos curtos. É indicado utilizar cinta elástica por dois meses.

Libera-se a paciente para o primeiro banho após 24hs do término da cirurgia. Poderá ocorrer no primeiro mês, a eliminação de certa quantidade de líquido amarelado ou com sangue por um ou mais pontos da cicatriz. Salvo em casos especiais, alimentação livre a partir do segundo dia.

Indica-se a realização de drenagem linfática com a finalidade de reduzir o inchaço pós-cirúrgico, normalmente após a terceira semana, quando a cicatriz já tem melhor força tênsil.