Dicas e textos para o cuidado dos seus dentes
Cerca de 30% dos brasileiros sofrem com ele. Além de afetar a sua vida social, o odor pode significar uma doença. Veja algumas sugestões para eliminar esse incômodo.
Existem bactérias que se alojam nas papilas da língua, começam a fermentar restos de alimentos. Dependendo do que você come, essa fermentação chega liberar um odor desagradável
O que ajuda: beber bastante água e ter uma dieta balanceada.
Grandes períodos sem comer podem causar o mau hálito, pois diminui o fluxo salivar (a saliva tem função de lavar) e aumenta a fermentação. Dispensar o café da manhã é um grave erro. Isto vale para outros longos intervalos de tempo entre uma refeição e outra.
O que ajuda: comer a cada três horas.
Se não for feita uma adequada, a placa bacteriana aumenta e promove o mau hálito. A escovação bem feita é determinante para acabar com o problema. O fio dental deve ser usado corretamente. Sua função é remover a placa bacteriana que se aloja na gengiva e dentes.
É bom também não se esquecer de escovar a língua, pois as papilas também retêm a placa bacteriana. Após tomar todos estes cuidados, pode-se fazer um bochecho com uma solução bucal.
O que ajuda: escovar os dentes depois das refeições e limpar a língua c/ raspadores apropriados.
Ela é responsável por lavar a boca. Se você tem dificuldade de produzi-la, isso deve ser um problema fisiológico.
O que ajuda: beber muita água.
O diabetes pode alterar a fisiologia bucal, interferindo na flora bacteriana bucal e diminuindo o fluxo salivar.
O que ajuda: Consultar um especialista.
Quando ficamos muito tempo com o intestino preso, um pedaço do bolo fecal é absorvido pelo nosso organismo. Esse procedimento pode gerar gases que acabam escapando pela boca, deixando apenas o gosto ruim.
O que ajuda: comer alimentos com muita fibra.
Se a pessoa não tem uma boa digestão, as enzimas não conseguem fazer o processamento e isso pode causar refluxo de gases e o mau hálito. Apesar destes problemas causarem uma pequena parcela dos casos de mau hálito, devem ser levados em conta, assim como amidalite, faringite, esofagite, problemas de refluxo ou hérnia.
O que ajuda: procurar um médico.
Úlceras bucais, como afta e herpes, também estão entre as causas do problema. Nesse conjunto estão ainda lesões mais graves, inflamações, tumores benignos ou câncer.
Questões mais leves também podem agravar as crises. A cárie e a gengivite são causadas por bactérias e isso gera células mortas. Nesse procedimento são liberados gases, ocasionando o mau hálito.
O que ajuda: consultar o dentista.
Muitos antidepressivos deixam a boca seca, aumentando a propensão do problema. Química das drogas e do tabagismo também pode contribuir com o odor.
O que ajuda: verifique os efeitos colaterais dos medicamentos antes de usar.
As emoções também cooperam com o problema, mas de uma maneira secundária. Quem vive estressado, se alimenta mal e não consegue fazer a higiene bucal. Geralmente o estressado tem mau hálito devido a isso.
O que ajuda: fazer uma higiene oral.
Mesmo com essas dicas é importante consultar o dentista para ter certeza do que está acontecendo com o seu organismo. O mau hálito não é uma doença, e sim um sintoma de algum problema relacionado.
Lembre-se de fazer a escovação correta, usar freqüentemente o fio dental e escovar a língua. São cuidados básicos que se tomam rotina e diminuem a possibilidade do mau hálito.
Faça um teste
Apesar de outro ter papel importante no diagnóstico, uma avaliação pode ser feita pela própria pessoa. Responda sim para cada situação em que sente o mau hálito ou para o hábito que tenha:
Depois passe a língua no punho e aguarde 30 segundos. Cheire o local. Se notar um aroma desagradável e foram assinalados dois ou mais itens é melhor perguntar a uma pessoa de confiança.
Uma boa notícia é que o problema tem solução. E ela não está nas balas ou enxaguatórios bucais que só mascaram temporariamente o problema. A solução está em descobrir a causa do mau hálito, que não é uma doença e sim um sintoma.