
Existe um preconceito na sociedade quanto às pessoas que fazem terapia, mas o que muitos não sabem é que a terapia nada mais é do que uma forma de auto-conhecimento.
Quando um indivíduo se depara com questões de seu cotidiano e/ou inesperadas, podem aparecer eventos que chamamos de sintomas relacionados a quadros de depressão: ansiedade, angústia e comportamentos não considerados comuns; NADA MELHOR DO QUE PROCURAR A TERAPIA. Através dela podem-se encontrar respostas/soluções mais adequadas às questões tanto de sofrimento pessoal e familiar como profissional e social.
Não se pode esquecer que frente a estas situações, MUITAS VEZES SE FAZ NECESSÁRIO O USO DE MEDICAMENTOS. Todavia, somente o médico psiquiatra poderá orientar quanto ao uso de medicamentos. O psicólogo encaminhará ao médico e em uma avaliação clínica conjunta será definida a linha de tratamento mais adequada para sua necessidade. O medicamento será utilizado sempre que o corpo e a mente não conseguem manter-se em equilíbrio para que a pessoa possa responder ao tratamento psicológico, pois sua estrutura física e biológica interfere diretamente nas questões psicológicas.
A terapia cognitivo-comportamental é um termo genérico que tem mais de vinte abordagens dentro do modelo cognitivo, que têm em comum as seguintes proposições: a atividade cognitiva influencia o comportamento; a atividade cognitiva pode ser modificada e alterada; o comportamento desejado pode ser influenciado mediante a mudança cognitiva.
Ela se foca nas conexões entre o que uma pessoa pensa sobre si mesma - ou sobre a situação (a parte cognitiva) - e como isso afeta a maneira como ela age (a parte comportamental).
Concentra-se basicamente no que está acontecendo em sua vida atualmente e auxiliar na adequação do pensamento e sentimento quanto às causas no passado.
A Terapia Cognitiva Comportamental tem como objetivo ensinar a importância dos PENSAMENTOS, SENTIMENTOS e COMPORTAMENTOS (funcionais e disfuncionais) porque através deles podemos provocar EMOÇÕES INTENSAS e para reduzi-los ou eliminá-los é preciso MUDAR A MANEIRA DE PENSAR e de se COMPORTAR.
A pessoa tem a percepção de que os pensamentos e sentimentos influenciam muito os comportamentos na vida e por isso culpam as experiências traumáticas vivenciadas ao longo dela.
O PENSAMENTO É ESPONTÂNEO MAS É ELE QUE FAZ A DIFERENÇA DE COMO LIDAR COM AS SITUAÇÕES DA VIDA E POR ISSO É NECESSÁRIA A MUDANÇA DOS PENSAMENTOS, PORQUE MUDA A MANEIRA DE PENSAR E COMPORTAR-SE DIANTE DAS SITUAÇÕES “INADEQUADAS” OU MELHOR, DISFUNCIONAIS.
NAO É A CENA VIVIDA QUE CRIA OS SENTIMENTOS MAS SIM, OS PENSAMENTOS E OS COMPORTAMENTOS. O PENSAMENTO PODE GERAR QUALQUER EMOÇÂO QUE SE DESEJA (EMOÇÃO POSITIVA E/OU EMOÇÃO NEGATIVA), DIANTE DO MOMENTO QUE SE VIVE, SEJA ELA BOA E/OU RUIM, E ASSIM QUE A EMOÇÂO SE INSTALA NO PACIENTE, AUTOMATICAMENTE GERA PENSAMENTOS (FUNCIONAIS E/OU DISFUNCIONAIS) E SÃO ELES QUE INTERFEREM NA MANEIRA DO PACIENTE ENFRENTAR A REALIDADE DA PRÓPRIA VIDA.
As sessões possuem metas específicas (entre paciente e o psicólogo) e são planejadas, o que torna o tratamento breve, focado nas dificuldades do paciente ou até mesmo sem metas (para o autoconhecimento).

O tempo de terapia é breve, mas não podemos esquecer que vai SEMPRE DEPENDER DO TEMPO DO PACIENTE, diante do que está em tratamento.